Sobre a publicação anônima

É importante ressaltar que no meu caso não é publicação anônima, está mais para publicação discreta/pseudo-anônima, já que não faço um tentativa considerável em ocultar minha identidade, está mais para um low-profile extremo. Dito isto…

Criar, publicar e compartilhar conteúdo valioso anonimamente é uma espécie de esvaziamento do ego. Isso ocorre porque o trabalho que você compartilha não pode ser creditado de volta à sua identidade real. Se figamos, você escreveu algo que acabou sendo um conteúdo realmente útil à muitas pessoas, você não pode realmente dizer: “Ei, fui eu, quem o escreveu”. Portanto, você não pode usá-lo para estimular seu ego. É uma forma de chamar a atenção para o trabalho que você criou, em vez de chamar a atenção para si mesmo.

Por que você criaria conteúdo que não pode “devolver” o crédito?

Para evitar usá-lo como uma forma de estimular seu ego. Para evitar usá-lo como uma muleta para fazer você se sentir melhor.

Isso não quer dizer que não haja mais razão para publicar conteúdo com sua identidade real. Não estou falando sobre isso aqui. Estou falando sobre a diferença entre criar conteúdo para fazer você se sentir melhor, para impulsionar seu ego, versus criar conteúdo ou trabalhar por puro prazer. O primeiro pode mexer com sua cabeça. Enquanto o último, bem, isso pode ser libertador.

O passado é uma âncora

É tentador pensar que você pode começar de novo a qualquer momento, faça as malas e vá para um novo lugar, mas como uma sombra, seu passado o seguirá. Onde quer que você vá e faça o que fizer, suas memórias, experiências e erros nunca estarão muito atrás.

Tudo o que acontece neste momento está ancorado em tudo o que aconteceu antes, e isso não posso escapar, é um espécie de capricho aleatório na forma de como o universo funciona.

Mas ainda assim me pergunto como seria apertar o botão de reset e começar com uma nova identidade, uma fantasia que só pode vir da mente de um homem que ainda não assimilou totalmente seus erros, perdas e traumas.

Essa âncora pesa sobre mim pesadamente. Espero que algo mude, mas sei que nada mudará.

Em busca da imortalidade

Nós todos, em algum momento, refletimos sobre o significado da vida. É uma pergunta profundamente simples, mas notoriamente difícil de responder. É uma questão com a qual todos lutamos, embora apenas em períodos de ociosidade, quando tudo o que é necessário (básico/essencial) para nossa sobrevivência está resolvido.

Na verdade, é um luxo – um luxo do tipo mais sem sentido, uma vez que a busca pelo significado é ela mesma sem sentido.

Você não pode, de qualquer forma, imaginar uma resposta a essa pergunta que satisfaça a todos – religião, família, nação, vocação – em um nível, essas são algumas das resposta para a questão fundamental de porque existimos. Mas o fato de ainda estarmos “debatendo” significa que nenhum destes é resposta satisfatória. Podem nos fornecer significado por um tempo, mas nenhum deles consegue conceder um significado eterno à nossa existência.

Por exemplo, a religião nos diz que, se seguirmos um conjunto de regras e vivermos de uma certa maneira, seremos promovidos ao céu, onde viveremos felizes para sempre; da mesma forma, com as nações, a história dominante é que, se vivermos e morrermos por nossa terra, seremos sempre estimados por nossos compatriotas e de alguma forma pela história seremos lembrados.
Observe que a motivação motriz aqui é que nossa existência será garantida ‘ para sempre ‘. Isso é, de modo geral, eficaz porque aborda um desejo fundamental nosso – ser imortal. Ninguém quer ser esquecido. Se não podemos existir fisicamente para sempre, de alguma forma queremos garantir que possamos pelo menos estar aqui de alguma forma. Atua como um consolo; queremos garantir a nós mesmos que nossa presença no planeta é importante e continuará sendo importante (como se alguém se importasse).

Mas por que estamos tão empenhados em viver para sempre? Não há literalmente nenhuma diferença entre o estado em que estávamos antes do nascimento e o estado em que estaremos após a morte – não existíamos antes do nascimento e mais uma vez deixaremos de existir. Alguma vez fomos incomodados pelo fato de não existirmos antes do nascimento? Não. E, no entanto, perturba a mente humana pensar que voltaremos a esse estado mais uma vez. Daí a nossa busca pela imortalidade.
O fato frio é que não há significado eterno para a vida. Podemos criar um significado temporário (e deveríamos), mas não há um significado que sustentará nossa existência indefinidamente. Este não é um pensamento deprimente; pelo contrário, é libertador, pois nos liberta das amarras de um futuro prometido. Nem a religião nem a nação, nem a família nem a amizade existirão para sempre. O universo tem 13,7 bilhões de anos, dos quais a Terra tem 4,5 bilhões de anos, e os seres humanos ocupam o planeta há apenas 2 milhões de anos com a civilização, como a conhecemos, com apenas 10.000 anos (no máximo).

Com esse quadro geral em mente, existe realmente algum sentido em tentar encontrar um significado eterno ?! É um exercício de futilidade. No entanto, essa clareza incentiva a descoberta e o gosto de significados temporários. É como escrever na areia da praia. Você pode escrever o dístico mais bonito de todos os tempos, mas simplesmente não há como evitar que ele seja levado pelas águas. Mais cedo ou mais tarde ele se foi.

Você deve primeiro se ajudar antes de poder ajudar os outros

Ajudar os outros pode ser um objetivo nobre, pode ser tolo e estúpido também. Tudo depende de uma variedade de fatores. Mas se é ou não uma questão inteligente ou nobre ajudar os outros não é o tema deste pequeno texto. Este artigo trata sobre como, mesmo que seja um objetivo inteligente ou nobre ajudar os outros e “mudar suas vidas”, você ainda precisa começar pelo egoísmo colocando a si mesmo em primeiro lugar. Dito da forma mais simples possível, você deve primeiro se ajudar antes de ajudar os outros.

Você deve primeiro se ajudar antes de ajudar os outros; caso contrário será o clássico caso do cego guiando outro cego. A fim de dar valor e ajudar os outros, você deve em primeiro lugar, ter valor para dar. Independentemente das suas intenções, você não pode ajudar os outros de um ponto de fraqueza, simplesmente não é possível.

Não importa o quão boas sejam suas intenções, se você opera a partir de local de fraqueza, então você não vai ter como ajudar ninguém. Você precisa cuidar de si mesmo antes de ser bom para qualquer pessoa.

Força. Tudo se resume à força. Se você não é forte, não pode ajudar os fracos, simples e simples.

Comece por você mesmo…

Você deve constantemente melhorar e crescer todos os dias da sua vida. A força só é desenvolvida através da melhoria constante, se você está querendo ajudar, mas é fraco, então você está fazendo um desfavor. Concentre-se em vencer seus próprios pontos fracos, vencer sua própria fraqueza e então, uma vez que você transformou suas fraquezas em pontos fortes, você então pode mostrar aos outros o caminho.

Um homem fraco não pode ajudar ninguém. Um homem poderoso pode ajudar (ou destruir). Não importa o que você quiser nesta vida, tudo começa com força e poder. Todo o resto é secundário. Incluindo amor, cuidado, moralidade e intenções. Você de se tornar poderoso para fazer o melhor ou o pior. Quanto mais cedo você conseguir, mais você será capaz de fazer e mais liberdade você terá.

Não importa o quão nobre ou puras sejam suas intenções. O bem em si não faz nada. Somente o bem (ou qualquer outra coisa) apoiado pelo poder e força pode realizar alguma coisa.

Foda-se o voto

Desde… Desde os imperadores romanos até os presidentes modernos, o partido no poder ou os indivíduos encarregados de seu país só se interessam por uma coisa: poder e a retenção dele. Isso não tem nada relacionado à você, a menos que você constitua uma pequena porcentagem de pessoas neste planeta que têm uma mão direta no governo. E não, não quero dizer votar.

A votação apresenta uma ilusão. A ilusão de escolha, a ilusão de que você é aquele floco de neve especial que faz o galho quebrar, de que seu voto é importante. A ilusão de mudança; a atual estrutura de poder do mundo jamais abandonaria seus planos em andamento porque você e seus amiguinhos votaram neste, naquele ou no naquele outro.

Atraído para o debate de um candidato em relação a outro, você está caindo em uma distração, vomitando “estatísticas” e “fatos” nas mídias sociais, compartilhando memes, argumentando com espuma pingando da sua boca que “seu cara” é quem tirará este lugar do lamaçal, seja lá o que for a sua preocupação, todo mundo tem uma opinião, todo mundo participa do show de merda. Você está consumindo o pão e o circo com as duas mãos.

A ideia de que, com a sua votação, você mudará o fluxo da história, que a estrutura de poder colocou muito do seu futuro ao acaso, às massas doentias e rastejantes – é absolutamente ridícula. A ingenuidade necessária para acreditar em um conto de fadas é impressionante.

Semelhantemente a estar trancado em uma cela com dois estupradores…Você sabe que está prestes a ser fodido por um deles, e o carcereiro lhe diz “Você está prestes a ser estuprado por um desses homens, um faz isso enquanto sussurra palavras doces em seu ouvido, o outro diz coisas que você considera rudes. Por favor exerça seu direito e faça uma escolha”.


A encruzilhada das contradições

Eu sou um humano. Eu sou um homem. Eu sou filho. Eu sou irmão. Eu sou um amigo. Eu sou um estoico. Eu sou um hedonista. Às vezes sou religioso, às vezes ateu. Sou tudo isso e muito mais ao mesmo tempo.

Mas…

E se eu precisar cumprir os deveres e obrigações  de várias funções ao mesmo tempo? Não existem momentos em que estes papéis então em conflito um com o outro?

Às vezes, você simplesmente não pode atender às demandas de todos os papéis que desempenha. Haverá algumas escolhas difíceis a fazer, que arranham a pele de sua consciência.

Nessas ocasiões, acho que existem três maneiras pelas quais podemos nos pautar:

a) escolhendo fazer o que achamos certo;

b) escolhendo fazer o que é popular, ou

c) escolhendo fazer o que é fácil, ou seja, o curso de ação que é mais fácil de executar logisticamente – isso pode significar fazer o que é popular às vezes, mas também pode significar recusar-se a agir, fechar os olhos, ficar quieto, etc., para evitar a situação.

A primeira opção, sempre fazendo o que é “certo”, nos  roubará a flexibilidade necessária para ter sucesso no mundo material. Precisamos falar a verdade o tempo todo? Precisamos mostrar nossa retidão moral o tempo todo? Há um ditado que resume perfeitamente os perigos dessa abordagem: árvores retas são as primeiras a serem cortadas na floresta.

A segunda opção, sempre fazendo o que é “popular”, nos roubará nossa própria paz e satisfação. Nós nos sentiríamos fracos e incapazes de afirmar nossa vontade neste mundo. Afinal, os princípios de integridade, honra e dever exigem que falemos muitas vezes contra a vontade popular.

A terceira opção, sempre fazendo o que é “fácil”, não satisfará nossa sede de retidão moral, nem o desejo de conquistar o afeto do povo, ou o próprio afeto à si mesmo.

Portanto, eu argumentaria que a melhor maneira de superar o dilema imposto pelas demandas conflitantes de nossos papéis é mudar nossa resposta ao paradigma acima – às vezes  fazendo o que é certo; às vezes fazendo o que é popular; e às vezes fazendo o que é fácil. Pois as consequências de estar nos extremos podem ser muito altas para suportar.