Os poucos que sabem viver

Eles estão vivos,
mas nunca entenderam a vida.
Desperdiçando os minutos preciosos,
as horas,
desperdiçando os dias limitados de suas vidas,
até que desistam de fingir que vivem,
trocando suas vidas sombrias pela conveniência da morte.

Muito jovem para ser tão velho,
muitos anos à frente para ter deixado de viver,
Quem tem tempo para um homem sem sonhos?

Eles pareciam estar esperando,
não que algo acontecesse,
apenas sentados, esperando e olhando vagamente,
talvez apenas esperando que a morte viesse encontrá-los?

Existem os outros que estão para sempre na luz,
os poucos que ousam,
os raros que nunca entenderam os limites da vida,
aqueles que dançam na hora certa até que ela se submeta à sua vontade.

Existem aqueles que vivem cem vidas em uma,
aqueles que só vêem as cores mais brilhantes,
que se movem ao som da música,
os poucos maravilhosos que assustam a morte com seu amor pela vida.

Eu só quero uma reivindicação na vida,
uma linha simples de imortalidade.
Quero que meus amigos riam tarde da noite em bares e gritem,
aquele aí, o bastardo maluco que era,
ele sabia mesmo como viver.

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