Escrevendo para mim

Quando comecei este blog, tudo o que eu procurava era um lugar para escrever meus pensamentos. Simplesmente escrever. Um hobby.

Em algum lugar ao longo do caminho eu perdi de vista isso. Eu comprei a ideia de que eu deveria escrever “posts que tenham valor” (muitas aspas aqui). E que esses eram os únicos tipos de posts sobre os quais valia a pena escrever. E embora esse seja um objetivo muito admirável, percebi que não poderia sustentar esse tipo de esforço por questão de tempo e porque intelectualmente não sou lá essas coisas (Não espere análises ou reflexões filosóficas profundas aqui – não acho que estou nem perto de qualificado para postular qualquer uma delas). Mas, percebi também que isso mudou a forma como escrevo.

Hoje me perguntei, o que realmente me impede de voltar a escrever para mim mesmo? Percebi que a resposta é: Nada. Eu era quem estava estabelecendo limitações sobre o que deveria ou não escrever.

Nunca esperei escrever e colecionar tantos inuntesílios; mas descobri que uma vez que eu tinha um martelo, os pregos estavam por toda parte, e essa oferta cria sua própria demanda.

Parece contra-intuitivo e talvez seja, mas eu realmente preciso que meu blog seja um lugar onde os leitores sejam uma reflexão tardia.

O objetivo destas das palavras carentes de coesão neste blog não é ser um modelo de concisão, maximizando o valor do entretenimento por palavra, ou pregar para um coral repetindo elegantemente uma conclusão. Em vez disso, estou tentando explicar as coisas ao meu eu futuro, que talvez possa ser inteligente e interessado. Anotar o que achei interessante para referência futura. Espero que meus leitores, sejam eles quem forem, possam achar um tópico, uma imagem, um fragmento, tão interessante quanto eu o achei, e/ou pelo menos divertido.