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Alguns dias são sombrios, alguns dias são grandiosos.

Às vezes caímos, às vezes levantamos.

Um arco-íris de cores espera pacientemente,

seixos de todas as formas e tamanhos diferentes.

Êxtase e pânico, as duas faces da mesma moeda.

A música está chamando, o flautista deve se juntar.

Entre notas e pausas, você intuitivamente

saiba quando a melodia da vida vai surgir.

Não seja pego no futuro ou no passado.

Não fique preso indo muito devagar ou muito rápido.

Esteja contente com o ar que você respira,

seja de céus claros ou escuros.

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Quando nos apressamos em nossos dias, deixamos de notar a beleza simples de viver

Ao longo de nossas vidas, somos ensinados a valorizar a velocidade e fazer as coisas rapidamente. Aprendemos que fazer é mais valioso do que simplesmente ser, e que aproveitar ao máximo a vida é seguir em frente a passos rápidos.

No entanto, a medida que avançamos em busca de algum sentimento indescritível de realização, descobrimos que nos sentirmos cada vez mais atormentados e desconectados. Mais importante deixamos de notar a beleza simples de viver.

Quando aprendemos a desacelerar, redescobrimos o significado de aspectos aparentemente inconsequentes da vida. As refeições tornam-se celebrações meditativas de nutrição. Um trabalho bem executado se torna uma fonte de profundo prazer.

Em essência, nós nos damos o presente do tempo – tempo para satisfazer nossa curiosidade, para aproveitar o momento, para apreciar as maravilhas do mundo, para sentar e pensar, para nos conectarmos com os outros.

Uma vida saboreada lentamente não precisa ser passiva, ineficiente ou preguiçosa. Conduzir-nos em um ritmo mais lento nos permite ser seletivos na maneira como gastamos nosso tempo e valorizar plenamente cada momento que passa. A lentidão pode até ser uma vantagem em situações que parecem exigir pressa. Quando nos controlamos, mesmo que por alguns momentos, enquanto tratamos de “assuntos urgentes”, podemos nos concentrar antes de seguir em frente com nossos planos.

Abraçar a simplicidade nos permite eliminar gradualmente de nossas vidas os compromissos e atividades que não nos beneficiam de alguma forma. O tempo extra que consequentemente ganhamos pode parecer extensões vastas e vazias de potencial desperdiçado. Mas, à medida que aprendemos a diminuir o ritmo, logo percebemos que eliminar a rapidez desnecessária de nossas experiências nos permite preencher esse tempo de maneira construtiva, gratificante e agradável.

Você pode achar desafiador evitar a tentação de correr, especialmente se você se acostumou a um mundo de comunicação em frações de segundos, smartphones, caixa de e-mail lotada, agendas lotas, milhares de stories e status, boletos com péssimas datas para vencer. No entanto, a sensação de “realização continua” que você perde ao desacelerar será rapidamente substituída por uma sensação de magnifico contentamento. Seu ritmo relaxado abrirá sua mente e coração pra níveis mais profundos de consciência que o ajudarão a descobrir a verdadeira glória de estar vivo.

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Não adianta levar essa coisa de autoaperfeiçoamento longe demais

Às vezes, sinto-me cansado de sempre me esforçar para ser melhor – de saber que existem maneiras, infinitas maneiras de melhorar a mim mesmo. O autoaperfeiçoamento está se tornando uma característica profundamente enraizada, arraigada em nossa sociedade. A noção de que podemos constantemente nos tornar melhores é, em teoria, uma ótima ideia. Mas quando isso se torna muito?

Há uma tendência de buscar e buscar e buscar e nunca encontrar.

Em nossa cultura, existem tantas mensagens diferentes sobre o sucesso, e tentamos implementar todas elas … Precisamos de coragem para escolher a definição de sucesso que queremos.

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As duas “dinâmicas românticas”

Acreditam que existam dois modelos românticos principais entre homens e mulheres. Eles vêm desde a infância e estão fisicamente conectados ao cérebro humano. Por falta de palavras melhores para descrever os dois modelos românticos(dinâmica) que um homem pode experimentar com uma mulher:

1. mamãe/filho
2. filha/papai

As mulheres experimentam os mesmo dois, mas explicarei da perspectiva do homem, há que é isso que eu sei…

Crescemos… os meninos experimentam o amor incondicional da mão ( se você não for BoJack Horseman). Uma mão saudável ama você e cuida de você. Como deveria ser.

O problema é que quando os meninos crescem e começam a namorar e começam a procurar essa dinâmica mãe/filho nas mulheres com quem namoram.

Sua namorada ou sua esposa não é sua mãe. Ela nunca pode amá-lo incondicionalmente. A maioria dos caras não entende isso (não entendem en nível internalizado).

A outra dinâmica romântica é filha/papai (não se trata de um complexo de Electra)… você é o homem e lidera. Você é mais velho e experiente, cuida das coisas e também estabelece limites. O pai não conta com a filha para cuidar dele ou dar apoio, ele faz isso por ela. Amar você por desempenhar esse papel na vida dela é a única maneira de uma mulher amar um home que não é seu pai real. E esse amor é totalmente condicional. O amor incondicional é guardado para seus filhos.

Essa dinâmica é o que as mulheres desejam. Sempre que recebem este presente elas ficam felizes. O fardo do homem é que ele tem que liderar e apoiar, e ele não pode sobrecarregar suas mulheres com seus problemas. Além disso, ajuda a ter um ar de seriedade e mistério com ela.

Este é um modelo profundamente enraizado em nosso DNA.

Os homens só podem ser amados incondicionalmente por sua mãe real. É um fardo que carregamos, mas posso dizer por experiência difícil que a alegria e a energia feminina que você vai liberar em suas mulheres ao fazer isso compensa o lado negativo.

Quando ela confiar que você é forte o suficiente para liderar essa dinâmica, ela se sentirá segura e florescerá com você.

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Aceitar a crença de que a vida é, em última análise, sem sentido, oferece às pessoas mais opções para perseguir as coisas sem serem restringidas por regras culturais ou sociais.

Mesmo acreditando que nossa existência não significa nada, dou mais valor à vida porque sei que é minha única e última ficha. No final, ainda tenho esses sentimentos, desejos, vontades e necessidades das quais não posso me livrar – então, em vez de ficar deprimido, obcecado pela morte, estou mais motivado a fazer as coisas que realmente quero, porque sei que há um relógio trabalhando contra mim.

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Quanto mais rápido você perceber que não mudará o mundo, mais cedo você parará de fazer as coisas para todos os outros e começará a fazer por si mesmo.

Ninguém o completará. As pessoas só podem aumentar ou diminuir o seu nível de felicidade. Não mais.

Deus não existe. Você vai morrer e isso será o fim de sua existência. Tudo o que você é desaparecerá para sempre. Aproveite enquanto dura, porque vai acabar.

O chamado legado que você quer deixar? Em pouca gerações, seus descendentes (se os tiver) serão tão geneticamente relacionados a você quanto um estranho aleatório na rua.

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“Muitas vezes temos que explicar aos jovens por que estudar é útil. Não adianta dizer a eles que é pelo conhecimento, se eles não se importam com o conhecimento. Nem vale a pena dizer a eles que uma pessoa educada passa pela vida melhor do que um ignorante, porque eles sempre podem apontar para algum gênio que, do seu ponto de vista, leva uma vida miserável. E então a única resposta é que o exercício do conhecimento cria relacionamentos, continuidade e vínculos emocionais. Ele nos apresenta a outros pais do que os biológicos. Permite-nos viver mais, porque não nos lembramos apenas da nossa própria vida, mas também da dos outros. Cria um fio contínuo que vai desde a nossa adolescência (e por vezes desde a infância) até aos dias de hoje. E tudo isso é muito bonito.”

Umberto Eco