Estamos ao vivo

Isso nunca vai acontecer novamente. Nada é permanente. Isso não é realmente uma novidade, mas pode significar mais do que você pensa, no nível do dia-a-dia. Em cada momento, tudo ao seu redor está mudando constantemente, e isso nunca volta. É sempre novo.

Algumas mudanças são sutis, algumas dramáticas, mas todas estão acontecendo. A vida é incerta por sua própria natureza. Exceto por isso:

Não importa o que esteja acontecendo agora, isso nunca acontecerá novamente.

Pense em onde você está e quem você é hoje. Seja qual for a sua situação como um todo, ela pertence inteiramente ao hoje.

Você nunca terá exatamente esses mesmos problemas novamente. Alguns desaparecerão, alguns ficarão piores e alguns nunca foram problemas.

Você nunca terá exatamente essas mesmas vantagens novamente. Você pode perder qualquer uma das suas vantagens e capacidades a qualquer momento: seus bens, sua visão, sua mobilidade, sua liberdade, sua mente.

Você pode estar certo de que perderá todas elas, você simplesmente não sabe quando e quais desaparecerão primeiro.

É fácil identificar semelhanças e padrões em sua vida. Mas a verdadeira repetição só pode ser imaginada. Tédio é apenas um padrão de pensamento, não de circunstância.

Um homem simplesmente não toma banho no mesmo rio duas vezes, o rio não é mais o mesmo e o homem também não é mais o mesmo.

Talvez as pessoas com quem você teve um encontro hoje, talvez você tenha visto uma delas pela última vez.

A maneira como você se sente agora nunca será sentida novamente, pelo menos não completamente. Seu humor agora, seu estado de espírito e todas as suas nuances e complexidades, é tão único quanto uma impressão digital.

A maneira como esse rock toca enquanto escrevo essas palavras e me inspira nunca será a mesma.

Pense em todos os que estão ao seu redor: sua família, os rostos na mídia, os transeuntes na rua, os magnatas com uma renda de seis dígitos, os operários, condenados, políticos, poetas, músicos, ex-namoradas, crianças prodígios, atletas de futebol, gurus de marketing na internet, pastores, comediantes, eu, etc.

Cada um, em cem anos, estará morto.

Nossas histórias terminarão e todo o planeta será herdado por todas as pessoas novas. Isso é uma certeza, se é que existe tal coisa.

É isso. Não há ensaios, nem reprises.

Felizes, tristes, com problemas ou sem problemas, prontos ou não…. a câmera está gravando a cena, e está em você, estamos oficialmente no ar e ao menos por enquanto…

Estamos ao vivo.

A ilha do conhecimento

À medida que a Ilha do Conhecimento cresce, também crescem as margens da nossa ignorância – a fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Aprender mais sobre o mundo não leva a um ponto mais próximo de um destino final – cuja existência nada mais é do que uma suposição esperançosa – mas a mais perguntas e mistérios. Quanto mais sabemos, mais expostos estamos à nossa ignorância.


Sempre tentamos entender o mundo em que vivemos. E, no entanto, quanto podemos realmente saber? Quais são as limitações da ciência?

Em seu livro A ilha do conhecimento: os limites da ciência e a busca por sentido, o Físico Marcelo Gleiser traça o progresso da ciência e seus limites.

Embora a ciência não seja a única maneira de ver e descrever o mundo em que vivemos, é uma buscadora por resposta às perguntas sobre quem somos, onde estamos e como chegamos aqui.

A ciência fala diretamente à nossa humanidade, à nossa busca por luz, cada vez mais luz.

Estamos cercados por horizontes, por incompletude escreve. Em vez de desistir, lutamos. O que nos torna humanos é essa jornada para entender mais sobre os mistérios do mundo e explicá-los com razão.

O que vejo na natureza é uma estrutura magnífica que só podemos compreender
imperfeitamente, e que deve encher uma pessoa pensante com um sentimento de humildade.

O que vemos do mundo é apenas uma fatia do que está por aí.

Há muita coisa invisível aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios, microscópios e outras ferramentas de exploração. Como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance. Como grande parte da natureza permanece escondida de nós, nossa visão do mundo se baseia apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar.

A ciência, como nossa narrativa que descreve o que vemos e o que conjeturamos existe no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada, contando apenas parte da história. (…)

Nós nos esforçamos em direção ao conhecimento, sempre mais conhecimento, mas devemos entender que estamos e permaneceremos cercados de mistério.

Essa visão não é anti-científica nem derrotista. … Pelo contrário, é o flerte com esse mistério, o desejo de ir além das fronteiras do conhecido, que alimenta nosso impulso criativo, que nos faz querer saber mais.

A realidade é um mosaico de idéias em constante mudança.

O que sabemos sobre o mundo é apenas o que podemos detectar e medir – mesmo que melhoremos nossa “detecção e medição” com o passar do tempo. E assim tiramos nossas conclusões da realidade sobre o que atualmente podemos “ver”.

Considere, então, a soma total de nosso conhecimento acumulado como constituindo uma ilha, que eu chamo de “Ilha do Conhecimento”. … Um vasto oceano circunda a Ilha do Conhecimento, o oceano inexplorado do desconhecido, ocultando inúmeros mistérios tentadores.

A Ilha do Conhecimento cresce à medida que aprendemos mais sobre o mundo e sobre nós mesmos. E, no entanto, à medida que a ilha cresce, também crescem as margens da nossa ignorância – a fronteira entre o conhecido e o desconhecido.

Seja uma pessoa que aprende, não uma pessoa que (acha) sabe

O ego (do tipo ruim) é o calcanhar de Aquiles de uma pessoa ambiciosa. É um problema que muitas pessoas experimentam – seu ego levando o melhor delas.

Quando você é jovem e começa a realizar coisas, quando você se acostuma a atingir seus objetivos e quando ganha muito dinheiro, fica confiante rapidamente, excessivamente… Uma forte crença interior em suas habilidades e conhecimentos e pensa que não pode errar.

Confiar tanto em si mesmo que permanece cego para fatores imprevisíveis, como sorte, tempo e o fato de que todos podem e irão bagunçar as coisas em algum ponto.

Isso pode resultar em falta de vigilância. Há um grande perigo que geralmente acompanha uma ascensão repentina, a queda também pode ser repentina, espetacularmente repentina.

Um bom livro sobre esse assunto é “O Ego É Seu Inimigo”, de Ryan Holiday.

Pessoas que confiam excessivamente em suas habilidades de resistir a qualquer tempestade e resolver qualquer enigma não entendem por que tiveram sucesso em primeiro lugar;  Porque o sucesso vem de consistência, vigilância e aprendizado contínuo. Não vem de mentes de gênios resolvendo problemas de forma mágica como muitos tendem a insinuar.

Ter uma grande ego nocivo resulta na perda de muitas mentes brilhantes. Pessoas que param de aprender e não entendem que seu sucesso veio por estarem abertas a novos conhecimentos, irão parar de evoluir e eventualmente perderão seu sucesso.

Eu mesmo fui vitimo da armadilha do ego nocivo diversas vezes. Como já tenho alguma experiência de vida, como leio muito e me considero bom em pensamento crítico, houve momento em que parei de ouvir os outros. “Achei que sabia muito” e parei de evoluir. E sempre que fiz isso, percebi minha produtividade caindo, minha procrastinação aumentando e meus resultados piorando (rapidamente).

Do outro lado do espectro está a pessoa que aprende. Uma mistura de humildade e confiança interior. Ele acredita totalmente em si mesmo, mas sabe que as coisas ficarão complicadas e ele cometerá erros. Ele atribui muito de seu sucesso à boa sorte, mas também sabe que está pronto para aproveitar a sorte quando ela vier.

A pessoa que aprende entende que encontrou o sucesso não porque fosse talentosa, mas porque trabalhou muito e permaneceu vigilante. Ele entende que sua mente não pode salvá-lo se ele deixar seu ego levar a melhor sobre ele.

Esse é o tipo de líder que possui uma grande mistura de otimismo e realismo. Ele sabe que pode conseguir grandes coisas com a ajuda de outras pessoas e boa sorte, mas também sabe que não deve alcançar as estrelas tão cedo.

O mito de Dédalo e Ícaro nos ensina exatamente isso. Quando Ícaro voou muito perto do sol, ele pensou que tinha tudo resolvido.

O excesso de confiança sem vigilância pode ser catastrófico.

“Eu sei uma coisa, que não sei nada” – Sócrates

O significado desta frase tão citada é que as pessoas que param de fazer perguntas e aprender nunca alcançarão a sabedoria. De acordo com Sócrates, o primeiro passo para aprender é admitir que você não tem conhecimento. Só então você estará aberto para aprender coisas novas e se tornar mais sábio.

E nosso ego é nosso maior inimigo em nossa busca por sabedoria. Se pensamos que já sabemos ou podemos descobrir tudo, não há razão para continuar aprendendo. Não há razão para continuar sendo um estudante da vida.

Assim, Sócrates admitiu que não sabe nada para se abrir para o milagre do aprendizado. Não é apenas uma admissão de ignorância. A maioria das pessoas que chega ao ponto de dizer essas palavras já tem bastante conhecimento e sabedoria. Eles são sábios o suficiente para compreender os limites da mente humana e a infinidade de coisas que não conhecemos.

Ao mesmo tempo, essas pessoas permanecem confiantes, competentes, preparados. Porque se você admitir que não sabe tudo, terá que compensar com mais trabalho, mais vigilância e mais trabalho. E então grandes coisas começam a acontecer.

É por isso que sempre tento permanecer uma pessoa que aprende. Eu entendo agora que tenho muito a aprender, mesmo em tópicos que conheço muito.

Portanto, à medida que você avança e, com sorte, começa a realizar coisas, lembre-se sempre de continuar sendo um aluno e aprendendo.

A encruzilhada das contradições

Eu sou um humano. Eu sou um homem. Eu sou filho. Eu sou irmão. Eu sou um amigo. Eu sou um estoico. Eu sou um hedonista. Às vezes sou religioso, às vezes ateu. Sou tudo isso e muito mais ao mesmo tempo.

Mas…

E se eu precisar cumprir os deveres e obrigações  de várias funções ao mesmo tempo? Não existem momentos em que estes papéis então em conflito um com o outro?

Às vezes, você simplesmente não pode atender às demandas de todos os papéis que desempenha. Haverá algumas escolhas difíceis a fazer, que arranham a pele de sua consciência.

Nessas ocasiões, acho que existem três maneiras pelas quais podemos nos pautar:

a) escolhendo fazer o que achamos certo;

b) escolhendo fazer o que é popular, ou

c) escolhendo fazer o que é fácil, ou seja, o curso de ação que é mais fácil de executar logisticamente – isso pode significar fazer o que é popular às vezes, mas também pode significar recusar-se a agir, fechar os olhos, ficar quieto, etc., para evitar a situação.

A primeira opção, sempre fazendo o que é “certo”, nos  roubará a flexibilidade necessária para ter sucesso no mundo material. Precisamos falar a verdade o tempo todo? Precisamos mostrar nossa retidão moral o tempo todo? Há um ditado que resume perfeitamente os perigos dessa abordagem: árvores retas são as primeiras a serem cortadas na floresta.

A segunda opção, sempre fazendo o que é “popular”, nos roubará nossa própria paz e satisfação. Nós nos sentiríamos fracos e incapazes de afirmar nossa vontade neste mundo. Afinal, os princípios de integridade, honra e dever exigem que falemos muitas vezes contra a vontade popular.

A terceira opção, sempre fazendo o que é “fácil”, não satisfará nossa sede de retidão moral, nem o desejo de conquistar o afeto do povo, ou o próprio afeto à si mesmo.

Portanto, eu argumentaria que a melhor maneira de superar o dilema imposto pelas demandas conflitantes de nossos papéis é mudar nossa resposta ao paradigma acima – às vezes  fazendo o que é certo; às vezes fazendo o que é popular; e às vezes fazendo o que é fácil. Pois as consequências de estar nos extremos podem ser muito altas para suportar.

Devorados por nossa própria vaidade

Às vezes você abre os olhos e a realidade parece um sonho. Você não sabe o que é real, o que é fantasia, o que é realmente verdadeiro e o que é astuciosamente artificial. Somos viajantes em uma armada impressionante, mas imprevisível, que navega em direção ao desconhecido. Um desconhecido que é muito convidativo, mas também muito perigoso.

Você acha que nossas instituições monolíticas supostamente estáveis têm tudo sob controle, mas elas acabam desmoronando diante de um vírus. Cisnes negros, como a provação do coronavírus, são inevitáveis porque são um “subproduto” de nossos mecanismos de crescimento. Achamos que nossa viajem é tranquila, mas na verdade ela se parece mais com Mad Max.

Os tempos precários que criamos vieram para ficar e às vezes nos reduzimos a meros observadores de um futuro inevitável. Nessas horas, a sombra coletiva ficar maior e nos expões à nossa própria fragilidade. Pensávamos que éramos deuses e fomos ferozmente devorados pela nossa própria vaidade. Nós nos reduzimos a instintos primitivos e percebemos que o caminho para a theosis não é um mar de rosas.

Não podemos fugir desta verdade. Não apenas por causa de nossa constituição frágil, mas também por causa da inevitabilidade de nossa visão de se alinhar com as demandas. A realidade é incognoscível, escondida para sempre por trás do véu de nossas suposições, preconceitos, definições e paradigmas.

Algumas pessoas são pessimistas e outras são otimistas. No final, ninguém sabe realmente o que o futuro trará. Estamos cercados por tantas promessas e tanto ar quente que estamos cansados ​​até de lidar com tudo isso em primeiro lugar.Estamos perdidos em uma miscelânea de megalomania, ambição e ganância.

Tudo isso são apenas projeções. Projeções de falta de honestidade em relação aos problemas reais que enfrentamos. Acho que foi aquele velho malandro Jung que disse elegantemente sobre as projeções “O efeito da projeção é isolar o sujeito de seus ambiente, já que em vez de uma relação real com ele, agora há apenas uma ilusória”.

Nós, humanos, somos grandemente perturbados pele medo, ansiedade, incerteza e, ao buscar acalmar nossa angústia existencial, às vezes nos ancoramos em práticas irracionais e ignorantes que oferecem alguma espécie de certeza e estabilidade.

A evolução sem precedentes da tecnologia levou à expansão de nossas práticas de crescimento em todos os níveis de nossos escalões sociais. Aceleramos a entropia e aumentamos o nível de complexidade em nossos sistemas ao ponto de sermos incapazes de controlá-los.

Extremamente gananciosos, ainda famintos de poder, ainda psicologicamente enfermos, tecnologicamente evoluímos trocamos a carroça e estamos indo de Porsche para o abismo. Se há uma coisa que aprendemos com a evolução, é que as mudanças evolutivas levam muito tempo. Queremos “hackear” a evolução e “transcender” a natureza humana o mais rápido possível, mas, muito provavelmente, o tiro saíra pela culatra.

Não precisamos necessariamente correr tão rápido.
 
Quando enfrentamos o perigo, nosso cérebro muda para o modo de pânico e nos tornamos ainda mais irracionais do que já somos.

Vivemos sem rumo, respiramos mecanicamente e agimos no fluxo crescente do tempo presente.Esquecemos de respirar corretamente e agir como agentes racionais em vez de egomaníacos primitivos. Podemos nos adaptar a novas realidades mais rápido e melhor do que realmente podemos esperar. Se dermos um passo para trás e olharmos para o quadro geral, o pânico deve agir apenas como um mecanismo alarmante, não como um mecanismo de sobrevivência.

A sobrevivência vem por meio da cooperação e do cuidado, não do pânico e do desespero.

O capitalismo prevaleceu após a guerra fria e por boas razões. É um sistema que tenta orquestrar a liberdade financeira baseada na responsabilidade e ambição de cada indivíduo; (e assim como outros sistemas), Em teoria, isso parece ótimo, mas, na prática, existem algumas ressalvas a serem consideradas.

A igualdade de oportunidades é de fato uma liberdade que devemos celebrar, no entanto, precisamos também perceber que a oportunidade tem diferentes níveis dependendo das condições sociais. As condições em ecossistemas pobres são claramente menos favoráveis ​​do que em ecossistemas ricos, independentemente da composição genética do indivíduo.

O capitalismo não é uma panaceia. É um sistema inspirado em nossa própria natureza, e essa é a parte boa e a parte triste da equação.

Todos nós existimos nesta bolha de egocentrismo onde pensamos que somos tão especiais e desconsideramos que nossa falta de humildade pode ser a fonte das calamidades que experimentamos.Precisamos criar refúgios de ordem benéfica que neguem a ideia de antagonismo constante e abracem a ideia de sinergia, apesar das questões que nossas diferenças geram.

A chave é abrir nossas mentes para novas possibilidades e recusar o pseudo-conforto da passividade.

 
As distopias existem em todo lugar e em lugar nenhum. Alimentadas por nossos demônios e são como projeções físicas que refletem a cor de nosso mundo interior. As distopias são essencialmente, uma manifestação de nossa depressão por assim dizer coletiva.

Se você andar em uma cidade, independente de onde você esteja no mundo, você notará sinais de utopias e distopias. Enquanto distopia tem um significado, “lugar ruim”, utopia pode significar “lugar bom” e “lugar nenhum”. Em outras palavras, a utopia pode ser algo ideal e alcançável, mas também pode ser algo inatingível e inexistente, como um sonho rebuscado.

Portanto, o que acontece aqui é um jogo de palavras e um jogo de percepção. A linguagem é suada como uma forma de interpretar o mundo. E como essa interpretação é polissêmica e multifacetada brincamos com as palavras para garantir a pluralidade de possibilidades presentes e futuras. Em qualquer caso, distopias e utopias constituem pontos de vista. Mesmo nos lugares mais idílicos, os humanos encontram motivos para reclamar. Mesmo em meio ao caos, os humanos podem manter a quietude e paz de espírito.

O fato é que a entropia continuará aumentando e precisamos estar constantemente cientes disso. Quanto mais a entropia aumenta, mais perdemos o controle do que está acontecendo em um nível macro. Isso é um sinal de que precisamos nos trazer de volta ao nosso próprio nível de influência.

Não é tão importante

Tudo o que você é, que faz você, e fornece a você esse estado de consciência para saber que você é um ser diferente de tudo o mais nesse planeta, reside em seu cérebro. Depois que você morre e as células do seu cérebro morrem, o jogo acaba.

A única parte boa de morrer, eu acho, é que você nunca saberá que está morto. Será como antes de você nascer. Se você não fizer os livros de história registrarem seu nome ou deixar uma coleção de obras escritas, viverá nas memórias daqueles que estiveram perto de você até que eles próprios morram.

E mesmo que você deixe um legado, nunca saberá o impacto que causou. Não importa o quão feliz ou gratificante seja sua vida, ou o quão rico ou pobre, o mesmo sucederá a todos nós.

Quanto mais me torno estudante da vida, mais difícil é chegar à conclusão de que um ser supremo está guiando o curso do homem com um grande plano significativo. Nossas vidas são governadas mais por eventos aleatórios, por probabilidades estatísticas, do que por algo que leva a um propósito final.

Na escala cósmica das coisas, nossas vidas não são nem um piscar de olhos. Se a vida fosse um partida de xadrez, não apenas não seríamos as peças, mas seríamos apenas um grão de poeira no próprio tabuleiro de xadrez. Embora nossas vidas não tenham um significado real, essa consciência nos faz acreditar que somos especiais, o suficiente para nos manter vivos e continuar a vida pela próxima geração. Isso é tudo que a vida é.